Querida Mamãe: o que aborda?

 O filme foi uma peça escrita pela Maria Adelaide Amaral, em 1994, recebeu a adaptação para o cinema que trouxe uma nova roupagem com o roteiro escrito por Jaqueline Vargas e direção do Jeremias Moreira Filho.

 É um filme que não tem muitas cenas diferentes, acaba ficando um pouco monótono por conta das pouquíssimas trocas de cenário que são geralmente a casa da mãe, da filha e o hospital. Porém, é um filme que, em contrapartida, acaba trazendo uma mensagem muito legal e demonstra a vida de cada pessoa em uma relação familiar. 

 Sobre o que fala?

 O filme começa mostrando a vida corrida de uma médica que não tem tempo para a família e que por isso acaba brigando com o marido que bebe demais, é ciumento possessivo e acaba por agredir ela quando ela chega em casa. Mas, no ambiente de trabalho ela recebe uma paciente chamada Leda que é uma artista plástica que fala que em troca do carinho que recebeu ela queria fazer uma pintura da Heloísa (a médica).

 A Heloísa reluta no início, mas depois repensa e vai ao ateliê e engata um romance pedindo a separação de seu marido. Traz Leda em casa para jantar e a filha gosta dela, porém ela foi apresentada apenas como amiga. Quando a filha pega as duas aos beijos a filha se revolta e vai morar com o pai. Heloisa é uma pessoa mal resolvida e infeliz com a vida que leva.

 Sempre que vai a casa da mãe acaba a acusando de gostar mais de sua irmã Beth e dar mais atenção pra ela quando era pequena, fala sobre a forma que a mãe a repreendeu quando beijou Ana uma amiguinha de escola e joga para a mãe todos os conflitos mal resolvidos como se a culpa recaisse apenas para a mãe  que no começo não falava nada, apenas aceitava, porém decidiu expor seu ponto de vista. 

 As duas constroem mais proximidade no decorrer do filme e a mãe que tem uma visão tradicional sobre o homossexualismo acaba por aceitar Leda e manda a filha a chamar para um jantar,e pulando uma boa parte, elas terminam o relacionamento e a Heloisa corre atrás da filha para reconquistar o amor dela e na briga toda Priscila (filha de Heloisa) fala que só a mãe não percebeu que avó estava doente. 

 Durante todo o filme a avó passa tossindo e quase no final do filme mostra ela conversando com seu médico Dr. Evandro que a encaminha para fazer o tratamento de um câncer no pulmão e que ela se recusa. Quando a menina diz isso para a Heloisa dá um start e ela liga para o medico que conta tudo para ela. Ela vai até a mãe e fala pra ela fazer o tratamento, briga porque a mãe não contou pra ela e a mãe acaba no hospital. 

 Atendida, a mãe pede para que Heloisa escolhesse o tratamento melhor para ela ( demonstrando que se importava com a filha e acreditava nela). A médica sai do hospital, leva a mãe para e faz todo o tratamento dela em casa. A relação das duas muda e elas conseguem deixar as diferenças de lado. 

  É um filme que aborda temas atuais como o homossexualismo e o preconceito, brigas e violência doméstica, relacionamento dificil de uma adolescente com a sua mãe, doenças, dentre tantas coisas, que estão presentes de uma forma ou de outra no nosso dia a dia. Uma trama que retrata diferentes visões culturais, pois a mãe tem a visão que casamento é para sempre e não aceita o homossexualismo e já a filha se adequa a modernidade de demonstrar que é algo normal assim como o casamento entre uma mulher e um homem.

  É um filme com uma história boa, bem legal o conceito. Acredito que poderia ter acrescentado mais cenários (como disse no inicio do texto) que é isso que acaba deixando um pouco o filme cansativo. Mas a história em sí mostra temas que são abordados diariamente que quando são colocados na tela soa mal. Isso porque não sabemos imprimir a mensagem do filme que no fim acaba de fato mostrando que todos somos iguais.

 A familia muda, mas os problemas são recorrentes. Não que tudo o que retratou o filme acontece em todo ambiente familiar, mas quem nunca discutiu com a mãe? teve os seus conflitos internos? se achou imcompreendido? acho que todo mundo já passou por isso, não é mesmo?

 Pois bem, acho que o filme mostra o que acontece e que muitas vezes não queremos ver. Queremos um mundo cor de rosa e tudo lindo, mas nada é as mil maravilhas. Assistam e me falem o que acharam. 

20/06/2018 às 11:00 Resenha (Produtos e filmes) Nenhum comentário
Alyne Cervo

Sou jornalista apaixonada pela minha profissão. Gosto muito de ler, principalmente os livros dos autores Augusto Cury e Roberto Shinyashiki.

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Alyne Cervo

Desde pequena tinha o sonho de ser jornalista. Sempre fui muito falante, curiosa e gostava de me manter informada. Quando pude optar qual a profissão que iria seguir, o jornalismo foi a minha opção. Agora tenho o compromisso de informar vocês.

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