"O Rastro": Um suspense disfarçado de terror

 Nesta terça-feira de manhã aconteceu a cabine de imprensa organizada pelo Topazio Cinemas no Polo Shopping Indaiatuba para uma sessão especial de exibição do filme "O Rastro" do diretor João Caetano Feyer.  Na trama grandes atores como Claudia Abreu, Rafael Cardoso e Leandra Leal recebem o papel principal.  A história começa com a Leila, personagem de Leandra Leal, sonhando com ela grávida morta e com uma roda de sangue ao redor de seu corpo mas, de repente, um efeito vem e parece que o seu espirito volta ao seu corpo e ela acorda do sonho. Pois bem, ai começam as identificações dos personagens como o de seu marido o médico João Rocha que recebe a missão de supervisionar a transferência de pacientes de um hospital publico no Rio de Janeiro que está sendo fechado devido a falta de verba e condição de funcionamento. O hospital funcionava em um casarão velho e sem nenhuma tecnologia ou equipamentos em bom estado para realizar procedimentos cirúrgicos ou quaisquer que seja.  Enquanto a transferência está sendo realizada existe uma manifestação organizada pelo dono do hospital Dr. Hélio que trabalhou lá durante 52 anos e resistia a idéia de fechamento do local. As pessoas aparecem pedindo mais saúde e recursos. Nisso, as pessoas fecham as ruas impedindo as ambulâncias, que estão sendo comandadas pela então médica do hospital Olivia (Claudia Abreu), de fazer o trajeto para levar os pacientes e então João intervém indo pessoalmente no local e libera os veículos falando outro trajeto.Na checagem dos nomes vê que uma das pacientes - que ele havia visto em uma visita anterior ao local -chamada Julia não se encontra entre as pessoas que constam lá em baixo. Depois, ele entra no hospital abandonado e vai subindo as escadas a procura da menina e entre as idas em sala por sala encontra o Dr. Roberto vice-presidente do hospital morto.  A partir dai, ele busca pistas para encontrar a menina e cada vez se envolve mais. Ele vai por várias vezes no hospital procurar e investigar e começa escutar o choro da menina. A esposa grávida tenta ajudá-lo porque nota o comportamento doentio do marido a procura incansavel pela menina. O que acaba fazendo com que ele se intoxique de remédio e acaba escutando a menina cada vez mais. Bom, o enredo vai rolando até a descoberta da menina e de outros casos.  No filme, o saudoso ator Domingos Montagner é um prefeito que por mais que no começo ele tenha um papel secundário a história começa a ter sentido a partir de suas aparições como candidato e o contexto da história se encerra mostrando a importancia de seu papel para o desenrolar do filme todo, portanto preste bastante atenção. Mas, não vou contar todo o filme. Vão aos cinemas assistir!

 Bom, o efeito especial do filme e sonoridade está impecável. No começo do filme a história te prende a atenção em busca de respostas e até a metade você consegue prestar atenção, mas depois começa a ficar cansativo demais. Gritos e aparições você vai ver muito no decorrer do filme. O que parece é que o diretor quer americanizar o filme fazendo com que ele se assemelhe talvez com "O chamado", que traz em sua essência a história de Rachel Keller (Naomi Watts)  com o papel de uma jornalista que decide investigar a misteriosa morte de sua sobrinha e nota a relação da morte dela com a de várias outras mortes. As cenas de terror são poucas no filme, são mais cenas de suspense do que do próprio terror. O que achei bacana é o filme tenta buscar, de certa forma, um apelo para a saúde pública mostrando o lado da politica que muitas vezes consegue o que quer a partir do poder, os hospitais abandonados com pacientes esperando por horas e dias e sem estrutura e até a manifestação do povo pedindo uma mudança, o que relata a situação atual que estamos vivendo no país. Porém, acho que o negativo é que a busca por tentar trazer tanto o cinema americano para tentar inovar o cinema brasileiro fez com que o autor apostasse em vários atores ótimos ( isso é inquestionável), colocasse efeitos, maquiagens, cenografia, fotografia boas ao filme, porém deixasse uma história normal, nada de inovador do que já vimos em tantos filmes. E, as cenas finais estão bem fracas, apesar de parecer ter uma continuação, acredito que ele poderia ter elaborado melhor. Não é um filme ruim, mas nada surpreendente. Legal? sim, por se tratar de um terror brasileiro. Mas, as influências estranjeiras, ao mesmo tempo que ajudou na parte técnica, o fez pecar no roteiro desenvolvido para o filme.

  Obrigada ao Topazio Cinemas pelo convite e carinho de sempre. Acesse o site e consulte os dias e horários do filme e faça a sua compra pela internet, vale a pena prestigiar o cinema brasileiro. Lembrando, que cada um tem uma visão e gosto. Portanto, tire suas próprias conclusões. 
 


Momento descontraído após o filme Eu em frente ao cartaz do filme Cartaz do filme que estréia amanhã Antes do filme começar Blogueiros da cidade reunidos na Cabine de Imprensa de

17/05/2017 às 20:00 Resenha (Produtos e filmes) 1 comentário
Alyne Cervo

Sou jornalista apaixonada pela minha profissão. Gosto muito de ler, principalmente os livros dos autores Augusto Cury e Roberto Shinyashiki.

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COMENTÁRIOS PUBLICADOS



Angelo[#1]

18 Maio 2017 às 01h25

Bom texto! Vamos prestigiar o cinema nacional!

Alyne Cervo

Obrigada Ângelo. Acredito que todo o filme tem pontos positivos e negativos. Acho que não é denegrir o cinema nacional, e sim, mostrar onde ele pode ser melhorado. No caso, expus o que vi ao assistir o filme. Mas, a visão e perspectiva de cada um diante do que assiste e a bagagem que tem, os diretores que gostam pode fazer com que a opinião seja distinta. Por isso, acredito que cada um deva assistir e tirar suas conclusões.

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Alyne Cervo

Alyne Cervo

Desde pequena tinha o sonho de ser jornalista. Sempre fui muito falante, curiosa e gostava de me manter informada. Quando pude optar qual a profissão que iria seguir, o jornalismo foi a minha opção. Agora tenho o compromisso de informar vocês.

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